segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

08 de Dezembro - Imaculada Conceição de Maria



O dogma da Imaculada Conceição de Maria é um dos dogmas mais queridos ao coração do povo cristão. Os dogmas da Igreja são as verdades que não mudam nunca, que fortalecem a fé que carregamos dentro de nós e que não renunciamos nunca.

A convicção da pureza completa da Mãe de Deus, Maria, ou seja, esse dogma, foi definida em 1854, pelo papa Pio IX, através da bula "Ineffabilis Deus", mas antes disso a devoção popular à Imaculada Conceição de Maria já era extensa. A festa já existia no Oriente e na Itália meridional, então dominada pelos bizantinos, desde o século VII.

A festa não existia, oficialmente, no calendário da Igreja. Os estudos e discussões teológicas avançaram através dos tempos sem um consenso positivo. Quem resolveu a questão foi um frade franciscano escocês e grande doutor em teologia chamado bem-aventurado João Duns Scoto, que morreu em 1308. Na linha de pensamento de são Francisco de Assis, ele defendeu a Conceição Imaculada de Maria como início do projeto central de Deus: o nascimento do seu Filho feito homem para a redenção da humanidade.

Transcorrido mais um longo tempo, a festa acabou sendo incluída no calendário romano em 1476. Em 1570, foi confirmada e formalizada pelo papa Pio V, na publicação do novo ofício, e, finalmente, no século XVIII, o papa Clemente XI tornou-a obrigatória a toda a cristandade.

Quatro anos mais tarde, as aparições de Lourdes foram as prodigiosas confirmações dessa verdade, do dogma. De fato, Maria proclamou-se, explicitamente, com a prova de incontáveis milagres: "Eu sou a Imaculada Conceição".

Deus quis preparar ao seu Filho uma digna habitação. No seu projeto de redenção da humanidade, manteve a Mãe de Deus, cheia de graça, ainda no ventre materno. Assim, toda a obra veio da gratuidade de Deus miseriordioso. Foi Deus que concedeu a ela o mérito de participar do seu projeto. Permitiu que nascesse de pais pecadores, mas, por preservação divina, permanecesse incontaminada.

Maria, então, foi concebida sem a mancha do orgulho e do desamor, que é o pecado original. Em vista disso, a Imaculada Conceição foi a primeira a receber a plenitude da bênção de Deus, por mérito do seu Filho, e que se manifestou na morte e na Ressurreição de Cristo, para redenção da humanidade que crê e segue seus ensinamentos.
Hoje, não comemoramos a memória de um santo, mas a solenidade mais elevada, maior e mais preciosa da Igreja: a Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria, a rainha de todos os santos, a Mãe de Deus.

retirado do site: http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=santo&id=518

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Um feliz e abençoado Santo Natal





“O povo que andava nas trevas viu uma grande Luz”. É dessa forma que o Profeta Isaías se refere ao nascimento de Jesus. A grande luz que tira a humanidade das trevas é Jesus Cristo, para quem tudo foi feito. Todo o universo se curva em adoração àquela pequena criança, nascida em Belém, de forma tão singela, mas que tem o poder de dar sentido à vida de cada um.

O homem foi feito para Deus e encontra o seu fim e sentido Nele.

O nascimento de Jesus é motivo de imensa alegria, pois Ele dá razão a tudo, dá sentido à nossa existência, Ele vem para salvar e resgatar a humanidade. Para Ele fomos criados, por Ele somos salvos.

Nós somos esse povo que anda nas trevas!
A experiência da impotência humana que nos leva a dizer: não sei mais o que fazer...
Uma multidão de cegos guiando outros cegos, um povo perdido.

Qual é essa luz que vem para nos iluminar?
Ela é muito mais que a estrela de Belém... todos os títulos messiânicos que Jesus recebe ao nascer justifica essa luz. ELE é a grande luz que dá sentido ao mundo e à vida. ELE é o porquê, a razão de ser. Nós somos para Ele e as trevas se dispersam.
Você não existe para você mesmo, mas existe para Ele. "Logo", a palavra, também quer dizer o sentido, a lógica, a razão de ser das coisas.
Se a minha vida tem sentido, não sou eu que vou dar um sentido à ela.
Você não é capaz de dar um sentido à sua vida. Tire esse peso, esse fardo dos seus ombros. Você foi pensado, sonhado desde toda a eternidade, criado por um 'sonho' de Deus.
Precisamos parar de nos debater e tomar nosso lugar nesse sonho. Nesse sonho está a cruz, mas também está a ressurreição.

Aquele menino que nasce frágil na manjedoura é a razão de tudo, a razão do universo. Não precisamos buscar esse sentido da vida em um lugar distante e inalcançável, mas ele vem e se torna palpável e se faz carne, você pode encontrá-lo na Eucaristia, na celebração da Santa Missa o verbo se fará carne mais uma vez para dar sentido e brilhar nas trevas de sua existência.


Um feliz e abençoado santo Natal.

Uma santa e abençoada Transfiguração