Mãe e missionária, como conciliar?


Esta semana perguntamos a algumas mães como conseguem conciliar a missão na Comunidade e a missão de ser mãe, confira abaixo algumas respostas:

Meu nome é Kesley Leal dos Santos, sou casada com o João Luiz Kubiak, fomos agraciados por
Deus com três lindos filhos, Emanuely de sete anos, Luiz Gabriel de três anos e Esther de sete
meses. Sou filha consagrada da Comunidade Católica Transfiguração, onde nosso carisma é
refletir o amor apaixonado de Jesus. Ser Mãe e Missionária são as duas vocações que o Senhor
preparou para minha vida. Que estão interligadas no meu cotidiano.
Ser missionária é sair de mim e ir de encontro com outro, sendo testemunha do amor de Cristo
levando a boa nova do Reino de Deus. Refletindo o amor apaixonado, levando a transformação
na vida daqueles que estão a minha volta e que me foram confiados.
A sete anos atrás o Senhor me confiara a primeira vocação de um ser tão pequeno, e logo de
três em três anos mais dois, que são para mim o jardim que Ele me deu, para cuidar.
Ser mãe nos dias de hoje é uma vocação da qual me alegra minha existência, pois como disse o
Senhor preparou esta missão, com um caminho de muito aprendizado, para meu
amadurecimento.
Sabe, que para ser missionária não é preciso atravessar o mundo para evangelizar, e sim
transpassar os pequenos corações, para que sintam a presença de Deus nos valores mais
simples da vida.
Colocando-se nos afazeres domésticos na presença de Jesus, é perceber que meu coração se
transforma a cada vez que meus filhos pedem para limpa los, não importando as vezes que vão
ao banheiro.
Ser uma mãe missionária é estender a roupa com bebê no colo ou debaixo dos seus pés, é
fazer com alegria mesmo que suas roupas não fiquem bem estendidas, é brincar de se
esconder no meio dos lençóis, é perceber que ele se satisfazem demonstrando em gargalhadas
a alegria de ter uma mãe presente.
É escrever um artigo, parando várias vezes para atender a bebê que caiu, ou o menino que
quer uma fruta, ou a mais velha querendo auxílio na leitura, e terminar quando estão todos
dormindo.
Ser uma mãe missionária é estar em constante oração pelos seus, é interceder pelo esposo
que vai em missão em retiros, se desdobrando nos banhos, na comida, nos passeios, é fazer
um retiro dentro de casa, com barracas, histórias que ajudem a dormir mais aconchegante na
cama da mamãe, para que a mamãe consiga dormir também, sentindo o calor e os cuidados
do Senhor, naqueles pequenos braços a me envolver.
Mas também tem aqueles dias de formação, adoração e missa, e como nós damos conta?
Ensinamos que tudo o que vivemos é para nossa edificação, e que precisamos estar atentos
nestes momentos de intimidade, contato e aprendizagem com Deus. Conversamos muito
sobre a importância do silêncio, do respeito e obediência para com o Sagrado.
Sim eles participam de tudo o que fazemos, tem dias que eles estão ligados no 220 volts, e
como aprendo a exercitar a paciência. Mas sempre que passam dos limites, pergunto se a
atitude deles estava correta, e o que podemos melhorar para corrigir nossa postura diante de
tal situação. É uma forma que nos tem dado muito retorno e percebemos o amadurecimento
deles nos momentos de formação, adoração e o respeito a Santa Missa.

E assim vou exercendo minha vocação de mãe missionária.

Sou Angeline Apª Tranali Giroto, tenho 32 anos de idade, casada com Alexandre da Silva Giroto
há 18 anos, temos cinco filhos: Kaylaine de 14 anos, Micaely de 7 anos, João Paulo de 5 anos,
Isaac de 4 anos e Pedro Lucas de 2 anos. Sou natural de Francisco Alves, Paraná, em 2007
mudamos para Brusque SC, meus pais são Angelo José Tranali e Luiza Helena Tranali, tenho
quatro irmãs e sou a mais velha. Minha infância foi na vida simples e dura do campo, desde
cedo ajudava meus pais na lavoura, ali fui aprendendo a superar os meus limites, pois o
trabalho era árduo. Lembro-me que aos sábados à noite rezávamos o santo terço e uma vez
por mês íamos a missa, fui batizada e crismada. Vejo que Deus me preparava para a minha
vocação. O tempo passou, me casei e ir a igreja passou a ser no natal e em batizados, e por dez
anos vivi sem sentido (sem Jesus). Em Brusque, no ano de 2009, na comunidade Divino Oleiro,
no encontro de mulheres o Senhor me chamou a servi-lo com a minha vida. Neste tempo, por
indicação do padre Carlos André Paixão conheci a comunidade católica Transfiguração, da qual
sou Parte. Desde então tenho caminhado com este propósito. Em 2012 me tornei missionária
em pertença de vida, deixei tudo, família, amigos e profissão para viver em total dependência
de Deus. Toda mãe é chamada por Deus a ser missionária no seu lar, tendo como missão levar
esposo e filhos à Jesus (ao céu). A mãe tem um papel humano e espiritual na vida dos seus,
esta missão bem como qualquer outra, não é fácil, Jesus mesmo disse: Mt16,24 “Se alguém
quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.”
Bom, certo dia, rezando o santo terço, perguntei a Nossa Senhora como eu iria conseguir dar
conta de ser esposa, mãe e missionária? Ela me disse: “Minha filha, trabalha por sua família
como a formiga operária porque ela é a que mais trabalha e menos descansa. Ela se dedica
unicamente na manutenção da colônia, e assim, se dedicarás em sua casa e em sua vocação.
Como a galinha que prepara com muito amor seu ninho e aquece seus filhinhos com ternura e
paciência. Como a leoa que alimenta e defende seu filhote até a morte contra os predadores.
Assim, defenda sua família contra o pecado e as insídias de satanás. Então quando te sentires
cansada depois de um dia de dedicação e missão, se em teu coração faltar amor e paciência e
dentro de tua alma as forças se acabarem, quando a dor e a tribulação ofuscarem os teus
olhos, silencia e ore, pois o teu pai que está nos céus tudo sabe e realizará.”
Toda vocação é uma flor no jardim de Deus. Eu sou uma flor plantada por Deus neste solo
santo; Comunidade Católica Transfiguração. Aqui, quero retribuir todas as graças pois Ele tem
dado tudo o que necessito. Neste solo, encontro os nutrientes para alcançar a santidade. As
chuvas e os ventos são a graça do seu Santo Espirito, que me impulsiona e me dá vida. O sol é
o seu amor que penetra no mais profundo de minha alma e me faz florescer.
Agradeço pela oportunidade de compartilhar com vocês a graça que Deus tem derramado em
minha vida e família. Lembre-se! Deus te ama! O mestre está aqui e te chama!

Meu nome é Valéria Linhares Cabral, tenho 33 anos, casada, mãe de 4 filhos, Maria
Fernanda(9) Manuela(6) Emanuel(4) e Gabrieli(1), sou filha da Comunidade Católica
Transfiguração fazem 6 anos. Tenho nesse tempo aprendido a dividir meu tempo em
ser mãe e missionária, quando estou em casa dedico meu maior tempo por eles e com
eles, quando a necessidade de ir em missão, sempre que possível levo eles junto
comigo, pois assim eles já vão crescendo aprendendo e apreciando as coisas de
Deus, mais tem missões que não posso leva-los junto, então sempre tenho pessoas
que ajudam a cuidar deles, que pra mim são anjos que Deus colocou em minha vida,
nem sempre e fácil sair em missão e deixar eles, pois as vezes estão doentes, ou não
querem ficar sem minha presença, no começo para muitos da minha família foi difícil
entender a necessidade da missão, mais hoje eles entenderam, que enquanto eu
cuida das coisas do Senhor, Ele está cuidando da minha família. Eu sempre procuro
conversar com eles sobre a importância da missão, de as vezes eu ter que me
ausentar, por algumas horas, as vezes alguns dias, isso e muito importante para eles,
para não gerar um sentimento de abandono, e tem sido um modo de vida muito bom,
pois Deus tem me formado e capacitado para viver as duas missões, e tem atingido
eles também de um modo bom, pois eles também amam ir pra comunidade, as vezes
quando não consigo ir eles até choram (rsrsrs), e semente de Deus que está sendo
plantada no coração deles, e sei que um dia vai florescer, pois vivi bem a missão que
Deus me confiou, e eles vão crescer vendo que vale a pena servir ao Senhor, então eu
digo que sim e possível conciliar a vida de Mãe e Missionária.